Quando a holding faz sentido para patrimônio urbano
A holding familiar é uma sociedade constituída para receber os bens da família e passar a ser a proprietária deles. Os pais integralizam imóveis e outros ativos ao capital social, recebem quotas em troca e, com o tempo, transferem essas quotas aos filhos.
Para famílias de Ribeirão Preto com vários imóveis de aluguel, as vantagens costumam ser práticas: gestão centralizada dos contratos, contabilidade única, regras de administração por escrito e uma sucessão que envolve quotas, e não uma longa lista de matrículas. Com as quotas doadas em vida, o inventário tende a ser mais simples.
A holding, porém, não é indicada em todos os casos. Alguns sinais de alerta:
- Patrimônio concentrado em poucos imóveis, de fácil divisão entre os herdeiros.
- Imóveis usados pela própria família, que não geram renda.
- Custos anuais de contabilidade e obrigações acessórias desproporcionais ao patrimônio.
- Dívidas ou discussões judiciais em curso, que tornam a transferência questionável.
Por isso, o trabalho começa com um estudo comparativo, e a decisão é da família, tomada com números em mãos.